Ensaio Audiovisual

Encurralado entre a vontade da discussão, do mergulho teórico, e a sedução (e toda a importância) da técnica, esse curso se resolve na tensão necessária entre todos os seus participantes. O mais provável (e previsível) é que, num primeiro momento, ao gosto evidente dos educadores pela teoria venha se opor a vontade dos educandos por trabalhar diretamente as técnicas e tecnologias da imagem, que o curso pretende investigar. A crescente facilidade com que as gerações mais novas lidam com as tecnologias de imagem e som (câmeras e gravadores digitais, programas de edição não linear, de manipulação de imagens, etc) os potencializam a serem também produtores e distribuidores, não mais apenas consumidores dessa informação. Faz-se aí mais do que necessário somar a esse domínio (convívio?) precoce da técnica uma reflexão crítica que os façam capazes de questionar e desconstruir o emaranhado de informações no qual nos encontramos, produzindo, por si só, a imagem crítica, a contra-informação. Esse processo torna-se bem sucedido, portanto, a medida em que consigamos eliminar, ou ao menos minimizar, essa enganosa oposição entre teoria e prática, construindo, com técnica e reflexão, um discurso audiovisual provocador, que venha carregado de acúmulo teórico e crítico.
Esse blog pretende ser uma ferramenta importante nesse diálogo entre os participantes, e entre e teoria e técnicas. Todos os envolvidos estão convidados a enriquecê-lo com imagens, vídeos, idéias e comentários tendo por eixo as discussões levantadas a partir da sala de aula.


ONLINE

25/06/2009

Uma Hstória sobre a guerra do Libano


Imagine um documentário carregado de memórias pessoais sobre uma guerra.
Um personagem colhendo depoimentos de amigos que, como ele, serviram ao exército israelense e lutaram na invasão do Líbano em 1982.
As entrevistas são para ajudalo a relembrar as experiências vividas por ele no conflito e, que até então, se apagaram de sua memória.
“A experiência pessoal de um homem na invasão do Líbano em 1982, acaba se tornando uma paixão estimulante e provocativa sobre responsabilidade e moralidade”.Desde a invasão de Beirute até o extermínio de palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila.
Agora visualize tudo isso em forma de animação. Eis “Valsa com Bashir” do israelense Ari Folman, que foi premiado com um Globo de Ouro e concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Não ganhou, é verdade, mas não deixa de ser um maravilhoso filme. Um documentário descrito como “Esteticamente aventuroso e apaixonadamente engajado”.
Em setembro de 82 o presidente do Líbano Bashir Gemayel, foi assassinado. No dia seguinte o primeiro ministro israelense Ariel Sharon mandou tropas ao sul do Líbano para cercar os campos de refugiados palestinos.
Apesar de lá estarem, no entanto, permitiram que milicianos do partido Falange, inimigo histórico dos palestinos, invadissem os campos para "fazer a limpa".
Estimativas mais conservadoras dizem que 800 pessoas morreram no massacre de Sabra e Chatila. Já grupos independentes, sustentam que 1.500 refugiados tenham sido mortos.
Vale ressaltar que, "Valsa com Bashir" mostra detalhes que talvez nunca tenham sido mostrados da guerra do Líbano.
Além disso, mostra que nem sempre as vítimas de uma guerra são sómente aquelas que estiveram do lado derrotado.
Ela sempre vai causar traumas irreparáveis.
Por Vitor Lopes

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