Ensaio Audiovisual

Encurralado entre a vontade da discussão, do mergulho teórico, e a sedução (e toda a importância) da técnica, esse curso se resolve na tensão necessária entre todos os seus participantes. O mais provável (e previsível) é que, num primeiro momento, ao gosto evidente dos educadores pela teoria venha se opor a vontade dos educandos por trabalhar diretamente as técnicas e tecnologias da imagem, que o curso pretende investigar. A crescente facilidade com que as gerações mais novas lidam com as tecnologias de imagem e som (câmeras e gravadores digitais, programas de edição não linear, de manipulação de imagens, etc) os potencializam a serem também produtores e distribuidores, não mais apenas consumidores dessa informação. Faz-se aí mais do que necessário somar a esse domínio (convívio?) precoce da técnica uma reflexão crítica que os façam capazes de questionar e desconstruir o emaranhado de informações no qual nos encontramos, produzindo, por si só, a imagem crítica, a contra-informação. Esse processo torna-se bem sucedido, portanto, a medida em que consigamos eliminar, ou ao menos minimizar, essa enganosa oposição entre teoria e prática, construindo, com técnica e reflexão, um discurso audiovisual provocador, que venha carregado de acúmulo teórico e crítico.
Esse blog pretende ser uma ferramenta importante nesse diálogo entre os participantes, e entre e teoria e técnicas. Todos os envolvidos estão convidados a enriquecê-lo com imagens, vídeos, idéias e comentários tendo por eixo as discussões levantadas a partir da sala de aula.


ONLINE

11/12/2009

Roteiro

A carta é uma resposta a uma carta que expõe a influência da mídia, onde um padrão de beleza é imposto. Contudo, na realidade não pode ser considerado um padrão, já que a população mundial é heterogenia e cada um possui a sua subjetividade.
A partir disso, iremos produzir uma carta onde mostraremos uma conseqüência negativa trazida pela imposição e busca incessante dessa beleza padronizada.

Cena 1 : Mulher fora dos padrões de beleza, impostos pela sociedade, se olha inconformada diante do espelho e pergunta:

- Espelho, espelho meu, existe alguém mais feia do que eu?

Ela mesma se responde com uma feição de desanimo. Até que olha para uma revista sobre uma bancada e enxerga ali a solução dos seus problemas.
Na capa da revista está uma mulher “padronizada” e a manchete diz: “Mude e sinta-se melhor”.
A mulher ficou animada e partiu para a transformação.

Cena 2 : Mulher sentada na cadeira, sofre transformação por um profissional de estética.
Esse profissional sai da frente da mulher, e ela aparece totalmente diferente, com os cabelos loiros, a pela mais branca e sentindo-se mais feliz.

Cena 3: Mulher aparece andando no corredor do seu colégio, passa entre um grupo de meninos e vira chacota, todos começam a rir e achar estranho o seu novo visual, pois agora ela está com uma beleza falsa.
No mesmo instante a sua alegria desaparece, e a mesma feição de desanimo toma conta de sua face. Logo, percebeu que a manchete da revista era falsa e enganadora, ela mudou e não se sentiu melhor.

Fernanda Maceira, Karine Carvalho e Juliana Torres - 2° Gestão

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